O governo alemão convocou o embaixador do Irã em Berlim, Majid Nili Ahmadabadi, em resposta à prisão de um cidadão dinamarquês acusado de espionar judeus na capital. As autoridades alemãs suspeitam que o indivíduo, identificado como Ali S., agiu sob ordens de autoridades iranianas, possivelmente com o objetivo de planejar ataques. A escalada da tensão ocorre em meio a crescentes preocupações com a segurança da comunidade judaica na Alemanha.
A prisão de Ali S. ocorreu em Aarhus, Dinamarca, na última quinta-feira, conforme anunciado pela Procuradoria Federal da Alemanha. Ele é acusado de receber instruções de um órgão de inteligência iraniano para coletar informações sobre locais e cidadãos judeus em Berlim. No mês anterior à sua prisão, ele teria monitorado pelo menos três propriedades.
Após a extradição da Dinamarca, Ali S. será apresentado a um juiz do Tribunal Federal de Justiça. A investigação que levou à sua prisão foi baseada em informações fornecidas pelos serviços de inteligência internos da Alemanha. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, expressou publicamente sua preocupação, afirmando que o caso “mostra que o Irã é uma ameaça aos judeus em todo o mundo”.
Segundo a revista alemã Der Spiegel, Ali S. teria fotografado edifícios, incluindo a sede da Sociedade Germano-Israelense em Berlim. Além disso, ele teria vigiado um local frequentado por Josef Schuster, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha. A Embaixada do Irã em Berlim negou veementemente as acusações, classificando-as como “infundadas e perigosas”, e alegando que são uma tentativa de desviar a atenção de “recentes ataques de Israel ao Irã”.
Diante do aumento das ameaças, a Alemanha reforçou a segurança em locais judaicos desde os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Em setembro do ano passado, um homem armado foi morto pela polícia em Munique após uma troca de tiros perto do consulado israelense, em um incidente tratado como uma tentativa de atentado. O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha reiterou sua posição, declarando no X (antigo Twitter): “Não toleraremos qualquer ameaça à vida judaica na Alemanha”.
Fonte: http://revistaoeste.com











