O Instituto Água e Terra (IAT) e a Polícia Ambiental do Paraná emitiram um alerta crucial: o consumo de pinhão verde, colhido antes de sua maturação completa, representa um perigo para a saúde humana. O aumento significativo na apreensão da semente imatura em 2025 motivou o comunicado, visando informar a população sobre os riscos envolvidos.
Especialistas alertam que a ingestão dessa versão imatura da semente da araucária pode acarretar sérios distúrbios gastrointestinais, além de potenciais danos ao meio ambiente. É fundamental que os consumidores estejam cientes dos perigos e saibam identificar o pinhão adequado para o consumo.
De acordo com o IAT, o pinhão colhido precocemente se caracteriza por alta umidade e casca esbranquiçada, condições que favorecem o desenvolvimento de fungos nocivos. A ingestão da semente nessas condições pode desencadear uma série de sintomas desagradáveis, como náuseas, constipação, má digestão, desconforto abdominal e dificuldade na absorção de nutrientes.
A gastroenterologista Jéssica Ribeiro explica que esses sintomas são resultado da alta concentração de taninos e compostos fenólicos, substâncias naturalmente presentes em sementes não maduras. “É importante evitar o consumo de pinhão verde para prevenir desconfortos e problemas de saúde”, ressalta a especialista.
Para evitar os riscos associados ao consumo de pinhão verde, é essencial saber identificar as características do pinhão maduro e próprio para o consumo. A casca deve ser firme, sem manchas e apresentar tons variados de marrom. O pinhão maduro geralmente possui um aspecto brilhante e deve ser descartado se apresentar furos ou pontas estranhas, indicando deterioração ou presença de larvas. Além disso, o teste da flutuação pode ser útil: pinhões que boiam ou ficam com a ponta para baixo ao cozinhar não devem ser consumidos, pois podem estar impróprios.
Fonte: http://massa.com.br











