Após incendiar carros do namorado, mulher alega violência doméstica e relacionamento abusivo em Curitiba

Em Curitiba, um caso inusitado ganhou destaque nas páginas policiais. Suelen Cordeiro Baduy, de 38 anos, foi presa no último sábado (28) após incendiar os carros do namorado no bairro Guabirotuba. O motivo? Uma crise de ciúmes que culminou na ação drástica. No entanto, o caso tomou um novo rumo com as declarações da suspeita.

Em depoimento exclusivo à polícia, Suelen revelou que o incidente foi motivado por um relacionamento abusivo que perdura há três anos. “Foi num momento de estresse, porque já faz três anos que eu tenho vivido esse relacionamento com ele. É um relacionamento totalmente abusivo”, declarou à delegacia. A mulher afirma possuir provas de violência, incluindo vídeos e mensagens, e que já buscou apoio de amigos para lidar com a situação.

Ainda durante o interrogatório, Suelen explicou que chegou a ter uma medida protetiva contra o namorado, mas a retirou sob pressão dele e de sua família. A Polícia Civil investiga as alegações de violência doméstica. Enquanto isso, Suelen permanece detida, e a equipe do Massa.com.br busca contato com sua defesa para obter um posicionamento sobre o caso.

O incêndio criminoso ocorreu na manhã de sábado, quando Suelen, em um momento de exaltação após uma noite em uma balada, ateou fogo nos veículos do namorado. Câmeras de segurança registraram a ação, que resultou na prisão em flagrante da mulher, acusada de dano qualificado. A repercussão do caso ganhou ainda mais força com a revelação de um fato familiar.

Descobriu-se que Suelen é filha de Sérgio Baduy, réu acusado de matar os sogros a facadas enquanto eles dormiam, em outubro de 2021. O julgamento de Sérgio foi suspenso após alegação de insanidade mental pela defesa, o que gerou revolta na família das vítimas. Além disso, Suelen possui um histórico com mais de 15 boletins de ocorrência, incluindo uma denúncia por ferir uma pessoa com um copo de vidro em uma casa noturna. A Polícia Civil continua investigando todas as nuances do caso.

Fonte: http://massa.com.br

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