A arquitetura desempenha um papel fundamental na criação de ambientes escolares que vão além da simples construção de salas de aula e corredores. A disposição dos espaços pode favorecer a interação entre os estudantes, aumentar a supervisão e, consequentemente, diminuir as ocorrências de bullying nas escolas.
Esse conceito foi aplicado pelas arquitetas Roberta Pfeiffer Jiraschek e Daniela Niederauer, do escritório SUM Arquitetura, em um projeto realizado na Escola Internacional de Curitiba (International School of Curitiba). A intervenção incluiu a construção de novas salas, um playground e áreas voltadas para a socialização dos alunos.
Para a reestruturação do espaço, as profissionais utilizaram o conceito de Masterplan, que é comumente aplicado em grandes empreendimentos. Essa abordagem permitiu uma nova configuração das áreas da escola, integrando ambientes internos e externos e ampliando os espaços dedicados à convivência.
O playground e a reforma da área destinada aos alunos da Middle School foram projetados para eliminar pontos de difícil visualização. Essa estratégia visa facilitar a circulação, promover a comunicação e criar ambientes onde os alunos possam se reunir e interagir de maneira mais integrada.
Gustavo Segui, diretor de marketing da Escola Internacional de Curitiba, destacou que o projeto foi desenvolvido com base nas necessidades apontadas pela comunidade escolar. "Queremos que nossos espaços se tornem potencializadores da educação. Os espaços de aprendizagem não estão restritos à sala de aula, e este projeto é colaborativo e dinâmico, representando nosso pensamento sobre a educação, que é Everyone learn everywhere (todos aprendem em todos os lugares)", afirmou.
A disposição dos ambientes também pode ser uma ferramenta eficaz na prevenção do bullying. A criação de espaços abertos, transparentes e integrados possibilita uma maior visibilidade, o que contribui para um ambiente escolar mais seguro e acolhedor.











