Bebês Reborn: Alerta sobre o Limite entre Realidade e Ilusão, segundo Psicóloga

O fascínio pelos bebês reborn, bonecos hiper-realistas que simulam bebês, tem gerado crescente preocupação entre profissionais da saúde mental. O que pode começar como um escape ou ferramenta terapêutica, em alguns casos, cruza a linha da realidade, indicando sofrimento psicológico. Uma psicóloga relata ter acompanhado casos alarmantes de pessoas que desenvolvem uma dependência emocional extrema por esses bonecos.

Entre os comportamentos observados, destacam-se a criação de rotinas diárias para o boneco como se fosse um bebê real, crises de ansiedade severas na ausência do objeto e a exigência de reconhecimento familiar e social do boneco como um “filho”. Esse isolamento, muitas vezes acompanhado da recusa em buscar ajuda, não deve ser normalizado, pois pode indicar problemas de saúde mental.

A especialista adverte que a relação excessiva com o bebê reborn pode estar ligada a diversos transtornos, como o luto complicado, quando a perda de um filho não é superada, ou transtornos de apego, resultando na busca por afeto em objetos por medo de rejeição. Em casos mais graves, transtornos de personalidade, dissociativos e até psicóticos podem estar associados.

“O exagero afetivo em torno de um objeto não pode ser tratado como ‘só uma escolha'”, enfatiza a psicóloga. “Quando há sofrimento, isolamento, rigidez emocional e substituição da vida real por uma fantasia, estamos falando de um quadro clínico que precisa de ajuda profissional”. A depressão e a solidão patológica também podem levar à busca por “companhia segura” no bebê reborn, evidenciando uma grave desconexão com o mundo real.

Diante desse cenário, a psicóloga faz um apelo à sociedade, famílias e profissionais de saúde: “Não trate como ‘normal’ o que é um pedido de socorro disfarçado. Respeite a dor, mas também proponha verdade e ajuda”. Ela ressalta que buscar apoio psicológico é um ato de coragem e amor próprio, e que há caminhos de cura para quem se encontra aprisionado nessa fantasia.

Fonte: http://pleno.news

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