A decisão sobre o polêmico aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) deve ser definida ainda hoje, após uma reunião crucial entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros representantes do governo.
O anúncio foi feito pelo próprio Motta, que tem se mostrado sensível às críticas da oposição e de setores produtivos. “A nossa construção tem que ser feita também junto com o Senado Federal”, declarou, ressaltando a necessidade de um consenso entre as duas casas para a validação de qualquer medida relacionada ao imposto.
Motta revelou ter dedicado parte do dia a dialogar com líderes da oposição, que já apresentaram projetos para suspender os efeitos dos decretos que elevaram o IOF. A reunião desta noite deve avaliar a viabilidade de derrubar os decretos, buscando uma solução que minimize os impactos negativos na economia.
O aumento do IOF tem gerado forte reação negativa de entidades dos setores bancário e industrial, que alertam para os prejuízos que a medida pode causar, como a inibição de investimentos e o desestímulo ao crescimento econômico. “Nós estamos muito preocupados com essa medida, com os impactos que ela trouxe”, afirmou Motta, ecoando a preocupação do setor produtivo.
Diante do impasse, o presidente da Câmara defendeu um debate mais amplo sobre a política tributária do país. Ele mencionou a necessidade de avançar em discussões estruturais, como a reforma administrativa, que considera prioritárias para o desenvolvimento do Brasil.











