Cid Isenta Bolsonaro de Assinar Minutas Golpistas, Revela Preocupação com Paralisação Pós-Eleitoral

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid negou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha assinado documentos relacionados a um possível golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita em resposta a questionamentos do ministro Luiz Fux durante o interrogatório.

O ministro Fux perguntou diretamente a Cid sobre as minutas de estado de defesa e de sítio, mencionando que Cid teria a função de pressionar Bolsonaro a assiná-las. “Em várias ocasiões, o senhor falou que, nessa qualidade de anteparo de Bolsonaro, tinha função de pressionar o presidente para assinar minutas de estado de defesa, de sítio, etc.”, questionou Fux. “Esse documento foi assinado?”

A negativa de Cid veio acompanhada da alegação de que o então comandante do Exército, General Freire Gomes, compartilhava da preocupação em relação a possíveis ações do ex-presidente. Segundo Cid, o receio era de que Bolsonaro assinasse documentos sem consultar o comando militar, gerando instabilidade.

Além de negar a assinatura de minutas golpistas, Mauro Cid revelou que Bolsonaro demonstrava preocupação com a possibilidade de paralisação do país por caminhoneiros após o resultado das eleições. De acordo com o tenente-coronel, o ex-presidente temia que uma crise econômica fosse associada a ele em decorrência de bloqueios nas rodovias.

“O presidente tinha preocupação com os caminhoneiros, de eles pararem o país”, declarou Cid. “Ele não queria que houvesse uma manifestação para bloquear rodovias. Ia cair na conta dele uma crise econômica.” O depoimento de Cid adiciona mais um capítulo às investigações sobre os eventos que se seguiram à eleição presidencial de 2022.

Fonte: http://www.revistaoeste.com

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *