Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a necessidade de fortalecer as comunidades terapêuticas (CTs) com recursos adequados e monitoramento eficaz ganhou destaque. O evento, realizado às vésperas do Dia Internacional de Combate às Drogas (26 de junho), evidenciou a complexidade do tema e a importância do suporte a essas instituições.
O debate aprofundou-se nos desafios enfrentados pelas CTs, que desempenham um papel crucial na recuperação de dependentes químicos. A falta de verbas e a carência de fiscalização rigorosa foram apontadas como obstáculos significativos para o pleno funcionamento e a qualidade dos serviços prestados. Especialistas e representantes das comunidades terapêuticas compartilharam suas experiências e perspectivas.
“É fundamental que o poder público invista de forma consistente nas comunidades terapêuticas, garantindo que elas tenham as condições necessárias para acolher e tratar os dependentes químicos”, afirmou um dos participantes da audiência, que preferiu não ser identificado. A declaração ressalta a urgência de ações concretas para fortalecer a rede de apoio.
A necessidade de um sistema de monitoramento mais eficiente também foi amplamente discutida. A fiscalização regular e transparente é essencial para garantir a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes, além de coibir irregularidades e desvios de recursos. A audiência pública na Alep representa um passo importante para aprimorar as políticas públicas voltadas à dependência química no Paraná.
A expectativa é que as discussões e os dados levantados durante a audiência pública sirvam de base para a formulação de novas estratégias e a alocação de recursos que impulsionem a atuação das comunidades terapêuticas no estado. O fortalecimento dessas instituições é visto como um investimento crucial na saúde pública e na reintegração social dos dependentes químicos.











