O 16º Congresso Nacional do PSB, realizado em Brasília, foi palco de manifestações intensas contra o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) no último domingo, 1º de junho. Ao subir ao palco, Motta, que preside a Câmara dos Deputados, foi recebido com gritos de “sem anistia”, refletindo a crescente oposição à sua proposta de revisão das punições aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Motta tem liderado a discussão de uma alternativa para o perdão dos presos e investigados pelos eventos de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Sua proposta, considerada mais branda, foi inclusive encaminhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro para avaliação, intensificando o debate sobre o tema no cenário político nacional.
Bolsonaro, por sua vez, planeja discutir a proposta de Motta com os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luciano Zucco (PL-RS), sinalizando a importância do tema para seus aliados. Embora o pedido de urgência para a votação da proposta já tenha alcançado o número necessário de assinaturas, Motta optou por não incluí-la na pauta do plenário, buscando evitar conflitos diretos com o governo federal.
De modo geral, a pauta encontra apoio em setores da direita, principalmente entre os aliados de Bolsonaro. Em contrapartida, a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a esquerda no Congresso Nacional se mostram contrários à medida. A polarização em torno da anistia reflete as tensões políticas persistentes no país.
Durante o evento, Motta também teceu elogios ao prefeito do Recife, João Campos, recém-empossado como presidente nacional do PSB. “João, a sua chegada à presidência do PSB traz para nós não só a renovação da esperança da boa política, mas também a história que você carrega sobre seus ombros e o legado que você precisa defender desde o seu bisavô”, afirmou Motta, demonstrando a importância do evento para o partido.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











