Em 2016, um diálogo telefônico capturou a atenção do Brasil, culminando em um dos momentos mais polarizadores da história recente: o impeachment de Dilma Rousseff. A icônica frase “Tchau, Querida”, proferida por Lula, ecoou em meio a um cenário de crescente indignação popular, deflagrando uma onda de protestos que varreu o país. Aquele áudio, revelado em plena crise política, inflamou os ânimos e mobilizou milhares de brasileiros.
A indignação com a tentativa de proteger o ex-presidente Lula, então sob suspeita, levou cidadãos às ruas, espontaneamente. Sem líderes ou convocações formais, multidões se reuniram na Praça dos Três Poderes e em outras cidades, impulsionadas por um desejo comum de justiça. Os manifestantes, vestidos de verde e amarelo, clamavam por mudanças e expressavam sua insatisfação com o sistema político.
“Nós não tínhamos partido político e tampouco pertencíamos a um movimento político; o que carregávamos era mais forte que as forças políticas e que o sistema político: nós queríamos justiça!”, relembra o autor. Aquele período foi marcado por manifestações pacíficas e familiares, demonstrando a força da sociedade civil organizada em busca de um futuro melhor para o país.
Quase uma década depois, o cenário político brasileiro apresenta novas nuances. Condenações foram anuladas, figuras antes tidas como culpadas retornaram ao poder e divisões persistem. O sistema judicial é posto em cheque com delações controversas e a sociedade civil, outrora ativa nas ruas, parece imobilizada.
O autor expressa sua preocupação com a apatia atual e manifesta o desejo de ver o espírito de 2016 revivido. Apela à retomada da indignação e da esperança, ressaltando a importância de lutar por um país mais justo e transparente. “Eu iria de novo. Iria agora. Com ou sem convocação. Iria pelo meu país, pelo futuro dos meus filhos, por justiça.”
Fonte: http://pleno.news











