Em um momento de severa crise financeira, os Correios lançaram uma licitação controversa para alugar quatro veículos de luxo destinados ao uso de seus diretores. O contrato, com duração de 30 meses, inclui motorista e fornecimento de combustível, gerando questionamentos sobre a priorização de gastos da estatal.
Apesar do cenário econômico desfavorável, a empresa justifica a necessidade da contratação, mas mantém em sigilo o valor total estimado do investimento. O edital da licitação não especifica as marcas ou modelos dos veículos, limitando-se a informar que serão carros de padrão superior. A informação foi inicialmente divulgada pela revista *Veja*.
Segundo o edital, cada veículo poderá rodar até 1.000 quilômetros mensais sob um valor fixo. Um custo adicional será cobrado caso a utilização ultrapasse 115 quilômetros mensais, classificados como custo variável. A flexibilidade nos gastos levanta dúvidas sobre o controle orçamentário da iniciativa.
A medida ocorre em um período crítico para os Correios, que registraram um prejuízo de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2025, conforme divulgado pela própria empresa. “A receita líquida de vendas e serviços recuou de R$ 4,5 bilhões no 1º trimestre de 2024 para R$ 3,95 bilhões no mesmo período de 2025”, informou a estatal.
Diante do déficit crescente, a empresa alega que sua continuidade operacional está assegurada por sua natureza estatal e pelo suporte da União. Os Correios planejam implementar medidas como revisão de contratos e modernização da infraestrutura, conforme o Plano Estratégico Correios 2025–2029, mas a licitação para carros de luxo contrasta com as medidas de austeridade defendidas.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











