Escalada: Maduro Declara ‘Estado de Comoção’ na Venezuela em Meio a Tensões Crescentes com os EUA

Em um movimento que agrava ainda mais as tensões com os Estados Unidos, o governo de Nicolás Maduro na Venezuela decretou “estado de comoção exterior”. A medida, anunciada pela vice-presidente Delcy Rodríguez, é apresentada como uma resposta direta às ações e à postura de Washington em relação ao país sul-americano.

Rodríguez justificou a decisão afirmando que o objetivo é “proteger a integridade territorial, a soberania e a independência” da Venezuela. Segundo ela, o decreto visa salvaguardar os “interesses vitais e estratégicos” da nação diante de qualquer agressão externa. A vice-presidente ressaltou que a Constituição venezuelana prevê ações de proteção contra ameaças estrangeiras.

“Nós, os países que não somos uma potência militar, contamos com uma potência que é a legalidade internacional e nossa consciência de garantir e preservar a paz”, declarou Rodríguez. Ela ainda enfatizou que a Constituição proíbe qualquer pessoa, dentro ou fora do país, de promover ou apoiar agressões militares contra a Venezuela.

O “estado de comoção exterior” permite ao governo venezuelano responder de forma preventiva ou reativa a ameaças internacionais. A medida pode levar à suspensão de garantias constitucionais por até 90 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. A decisão de Maduro surge em um contexto de crescente atrito entre Caracas e Washington.

Em setembro, Maduro já havia alertado que a Venezuela entraria em “luta armada” se atacada pelos EUA, alegando a presença de navios militares americanos próximos ao território venezuelano. A escalada se intensificou após um ataque dos EUA a uma embarcação ligada ao grupo criminoso Tren de Aragua, elevando as especulações sobre uma possível intervenção militar.

A tensão também se manifesta em outras frentes. Em agosto, os EUA aumentaram a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, acusado de narcotráfico. Em resposta, o governo venezuelano classificou as declarações americanas como “tolas” e reforçou sua defesa militar, sinalizando um aumento na retórica e na preparação para um possível conflito.

Fonte: http://revistaoeste.com

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