Fortaleza Nuclear de Fordow: O que se Esconde nas Profundezas do Irã e Quem Pode Alcançá-la

A fortaleza de Fordow, incrustada sob dezenas de metros de rocha em uma montanha perto de Qom, emergiu como um símbolo do poder nuclear iraniano. A instalação, protegida por defesas aéreas russas, tem gerado preocupações internacionais sobre o programa nuclear do Irã. Recentemente, o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, afirmou que apenas os Estados Unidos dispõem da capacidade de atingir Fordow, adicionando uma camada de tensão geopolítica à questão.

Informações sobre Fordow são fragmentadas, baseadas em documentos iranianos obtidos pela inteligência israelense. Estima-se que a construção tenha começado entre 2002 e 2004. Apesar dos esforços israelenses, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) indica que as instalações não sofreram danos significativos em ataques recentes.

A existência da usina veio à tona em 2009, em um anúncio conjunto de Barack Obama, então presidente dos EUA, Nicolas Sarkozy, da França, e Gordon Brown, do Reino Unido. “O tamanho e a configuração desta instalação são inconsistentes com um programa pacífico”, declarou Obama na época, ecoando as suspeitas da comunidade internacional. Dias antes, o Irã havia notificado a ONU sobre a intenção de construir uma nova unidade de enriquecimento.

Imagens aéreas de 2009 revelaram uma estrutura externa e a escavação de um poço de ventilação, crucial para a circulação de ar na instalação subterrânea. Posteriormente, os iranianos camuflaram esse poço, dificultando ainda mais a detecção. Questionado pela AIEA, o Irã justificou a construção da fortaleza como uma medida de resposta a possíveis “ameaças de ataques militares”, revelando ainda a capacidade de abrigar até 3.000 centrífugas.

Relatórios recentes da AIEA apontam para um aumento na produção de urânio enriquecido a 60% em Fordow. Especialistas estimam que a usina abriga atualmente 2.700 centrífugas. Segundo o Instituto de Ciência e Segurança Internacional (ISIS), o Irã poderia converter seu estoque atual de urânio enriquecido a 60% em material suficiente para nove armas nucleares em apenas três semanas, intensificando os temores sobre as ambições nucleares do país.

Fonte: http://revistaoeste.com

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