Quinze anos após o controverso ataque israelense ao Mavi Marmara, uma nova embarcação, com a ativista Greta Thunberg a bordo, se dirige à Faixa de Gaza com o objetivo de romper o bloqueio naval imposto por Israel. A iniciativa reacende o debate sobre o cerco à região e a crise humanitária enfrentada por seus habitantes.
A bordo do Madleen, uma escuna de bandeira britânica, Greta Thunberg e outros 11 ativistas buscam levar suprimentos básicos à população de Gaza, denunciando o que consideram uma situação insustentável. A viagem ocorre sob intensa atenção internacional, colocando o governo de Benjamin Netanyahu diante de um novo desafio político e estratégico.
“Estamos muito felizes por finalmente estarmos indo, por estarmos navegando”, declarou Greta Thunberg em uma mensagem de voz enviada ao The Sunday Times, demonstrando otimismo em relação à missão. A ativista sueca parece consciente dos riscos envolvidos, tendo em vista o histórico de confrontos em tentativas anteriores de furar o bloqueio.
Segundo Thunberg, a motivação para a ação reside na urgência da situação em Gaza. “Estamos plenamente conscientes dos perigos e assumimos esses riscos porque acreditamos que o maior deles é permanecer em silêncio diante de um genocídio, de uma injustiça e da fome em massa de mais de dois milhões de pessoas”, afirmou a ativista, evidenciando a gravidade da crise humanitária na região.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) já emitiram alertas sobre a aproximação do navio. Veículos da imprensa israelense mencionam a possibilidade de apreensão do Madleen e detenção de seus ocupantes, indicando que a situação pode escalar. O Exército israelense declarou estar “preparado para uma ampla gama de cenários”, sinalizando uma possível confrontação.
Fonte: http://revistaoeste.com











