A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) prendeu na quinta-feira, 16 de julho, um homem de 30 anos suspeito de assassinar um companheiro de drogas durante uma discussão no bairro Parolin, em Curitiba. A detenção ocorreu menos de 12 horas após o homicídio, que foi registrado na manhã de quarta-feira, 15 de julho.
As investigações indicam que a vítima foi atingida por uma facada no peito durante um desentendimento em um terreno baldio, local frequentemente utilizado por usuários de drogas. Apesar de ter conseguido atravessar a rua após ser ferido, o homem caiu na calçada e não resistiu aos ferimentos, falecendo antes da chegada do socorro.
O delegado Ivo Viana, que comanda a investigação, revelou que a apuração se iniciou logo após a localização do corpo, que foi encontrado ao lado de várias balas espalhadas pelo chão. Esse detalhe levantou a hipótese de que a vítima poderia ter atuado como vendedor ambulante em semáforos da região. "As informações indicam que havia quatro pessoas no local, mas a briga foi entre a vítima e o suspeito", esclareceu o delegado, ressaltando que ambos eram usuários de drogas e que o desentendimento teria surgido a partir desse contexto.
Conforme a Polícia Civil, a facada atingiu uma área próxima ao coração da vítima, resultando em sua morte em poucos minutos. As diligências realizadas pela equipe de investigação levaram até a casa do suspeito, onde familiares informaram que ele havia retornado alterado algumas horas antes, tendo inclusive ameaçado o irmão e a madrasta.
Os policiais conseguiram localizar o suspeito em uma área conhecida pelo intenso tráfico de drogas no Parolin. Ele foi preso em flagrante e levado à delegacia, onde durante o interrogatório confessou o crime. O homem afirmou que não conhecia a vítima previamente e que ambos se encontraram no terreno baldio, um local onde usuários costumam consumir entorpecentes e realizar a queima de fios de cobre para extração do metal.
A investigação da Polícia Civil segue em andamento para determinar se outras pessoas estiveram envolvidas ou contribuíram para o crime. Vale ressaltar que o preso possui antecedentes relacionados a crimes patrimoniais.











