INSS: Associação investigada por desvios milionários usava contas múltiplas para ocultar rastreamento de fundos

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um esquema sofisticado de desvio de recursos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), envolvendo a entidade Universo Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral da Previdência Social (AAPPS Universo). A associação é suspeita de aumentar drasticamente os descontos nos benefícios de aposentados entre 2022 e 2023, levantando suspeitas sobre a destinação dos valores arrecadados.

Para dificultar o rastreamento do dinheiro, a AAPPS Universo utilizava diversas contas bancárias, conforme apuração do portal Metrópoles. Essa estratégia, segundo os investigadores, tinha como objetivo pulverizar os recursos e evitar o monitoramento das autoridades. A PF deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, realizando buscas e apreensões em Sergipe para identificar e recuperar bens das entidades envolvidas.

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou um aumento expressivo nos valores arrecadados pela AAPPS Universo. Em 2022, a entidade arrecadou R$ 5 milhões, enquanto em 2023 o montante saltou para R$ 57,9 milhões, representando um crescimento de 1.050%. A auditoria da CGU foi fundamental para embasar o inquérito da PF.

A primeira fase da Operação Sem Desconto já havia resultado na prisão de pessoas ligadas à AAPPS Universo e à Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (APDAP PREV). Relatórios de análise financeira da PF apontam que a AAPPS Universo movimentou pelo menos R$ 95 milhões entre outubro de 2023 e fevereiro de 2024.

A investigação também revelou que os recursos circulavam entre a AAPPS Universo, a Acolher – Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (atual APDAP PREV) e operadores financeiros. Essa movimentação complexa visava ocultar a origem do dinheiro e dificultar a identificação dos beneficiários finais. A PF também investiga a possível prática de transferências pessoais disfarçadas, com o objetivo de fragmentar os recursos administrados.

Fonte: http://www.revistaoeste.com

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