O Parlamento iraniano aprovou neste domingo, em uma medida de forte tom retaliatório, uma proposta para fechar o estratégico Estreito de Ormuz. A ação surge como resposta a recentes ameaças e à possibilidade de ataques por parte dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, conforme divulgado inicialmente pelo G1. A escalada aumenta a tensão geopolítica na região.
Contudo, a implementação da medida ainda depende de aprovação final. O Conselho Supremo de Segurança Nacional e o líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei, precisam dar o aval para que o fechamento se concretize. A eventual interrupção do tráfego no estreito, vital para o escoamento de petróleo, tem potencial para desestabilizar o mercado global de energia.
O Estreito de Ormuz, localizado entre Omã e o Irã, é um ponto nevrálgico para o fornecimento mundial de petróleo. Estima-se que cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente transita por essa via marítima. Em resposta a ameaças à segurança da navegação, a Quinta Frota da Marinha dos EUA, sediada no Bahrein, mantém uma presença constante na região, monitorando o tráfego comercial e pronta para agir.
Diante da crescente instabilidade, analistas alertam para os riscos iminentes no mercado de energia. “O fechamento de Ormuz eleva a tensão e pressiona o preço do petróleo”, resume um relatório recente. Desde o acirramento das tensões entre Israel e Irã, o preço do petróleo tem demonstrado forte volatilidade, com o barril do tipo Brent saltando de US$ 69,36 para US$ 78,74, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou de US$ 66,64 para US$ 73,88 no mesmo período.
Fonte: http://revistaoeste.com











