Em um pronunciamento grave à nação, o Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Tenente-General Eyal Zamir, alertou a população para se preparar para uma “campanha prolongada” contra o Irã. A declaração surge em meio à intensificação de ataques aéreos israelenses em território iraniano, justificados como uma medida preventiva contra uma ameaça existencial iminente. Zamir detalhou o andamento da “Operação Leão em Ascensão”, iniciada há uma semana, e previu “dias difíceis” pela frente.
Zamir justificou a ação militar, alegando que o Irã estaria há anos desenvolvendo um plano para aniquilar Israel, e que esse plano teria atingido um ponto crítico nos últimos meses. Segundo ele, o regime iraniano possuía um arsenal de cerca de 2.500 mísseis terra-terra e estava em processo acelerado de produção. “No momento em que assumi o cargo de Chefe do Estado-Maior, deixei claro: estamos em um período decisivo no qual devemos eliminar uma ameaça existencial”, afirmou Zamir.
O general descreveu a situação como uma “combinação de ameaças – do programa nuclear ao poder de fogo avançado e aos sistemas de mísseis”, que teria forçado Israel a agir preventivamente. Ele explicou que a decisão de lançar a operação agora foi motivada por uma combinação única de condições operacionais e estratégicas que poderiam não se repetir. “Adiar ainda mais significaria o risco de perder essas condições e entrar em uma campanha futura em clara desvantagem”, explicou Zamir.
A operação, segundo Zamir, começou com um “ataque inicial poderoso e surpreendente”, que teria gerado resultados expressivos. Ele listou a eliminação do alto comando militar inimigo, a localização e destruição de lançadores de mísseis, a interrupção de uma rota aérea até Teerã e a destruição de aproximadamente metade dos lançadores de mísseis iranianos. O general também destacou os desafios da defesa no território israelense, referindo-se a recentes bombardeios contra áreas residenciais.
Além do foco no Irã, Zamir também abordou a situação em Gaza, afirmando que os combates continuam e que Israel vem “pagando um alto preço em vidas de nossos soldados”. Ele reafirmou que a libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas é uma prioridade. Ao final do discurso, o comandante advertiu para a possibilidade de uma longa duração do conflito, enfatizando que, apesar dos avanços, a guerra ainda não terminou e que a população deve permanecer “alerta e unida até que a missão esteja concluída”.
Fonte: http://revistaoeste.com











