Em uma escalada do conflito no Oriente Médio, a Força Aérea de Israel (FAI) realizou um ataque aéreo ao Aeroporto de Sanaa, no Iêmen, nesta quarta-feira, 28. O alvo foi o último avião operacional dos houthis, conforme confirmado pelo Ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A ação representa uma resposta direta aos repetidos ataques de mísseis e drones lançados pelos houthis contra o território israelense nas últimas semanas.
Fontes militares israelenses, citadas por agências como EFE e The Times of Israel, justificam o ataque afirmando que a aeronave destruída era utilizada para transportar indivíduos envolvidos em atividades terroristas contra Israel. Segundo o ministro Katz, “Quem disparar contra o Estado de Israel pagará um preço alto”. O governo israelense alertou que portos e infraestruturas estratégicas iemenitas usadas pelos houthis continuarão a ser alvos prioritários.
A operação, batizada de “Joia Dourada” pelas Forças de Defesa de Israel, tem como objetivo degradar a capacidade dos houthis de realizar futuros ataques. Do lado iemenita, Khaled al-Shaief, diretor-geral do Aeroporto de Sanaa, confirmou a destruição da aeronave da Yemenia Airways e postou imagens do avião em chamas. Al-Shaief classificou o ataque como um “crime de guerra” e uma violação do direito internacional, acusações ecoadas por outras autoridades houthis.
A Al Masirah TV, afiliada aos houthis, reportou que quatro ataques israelenses atingiram a pista do aeroporto, além da aeronave. O ataque ocorreu um dia após os houthis terem disparado dois projéteis contra Israel, que foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea israelenses. Esta é a décima onda de ataques aéreos israelenses no Iêmen desde outubro de 2023 e a quarta desde março, quando Israel intensificou suas operações.
Desde novembro de 2023, os houthis têm visado a navegação comercial no Mar Vermelho, Golfo de Áden e Mar Arábico, alegando solidariedade aos palestinos. A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta para a escalada entre os houthis e Israel. Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU, ressaltou que ataques à infraestrutura civil, como o aeroporto de Sanaa, são inaceitáveis, privando milhares de iemenitas de um meio crucial de saída do país.
Fonte: http://revistaoeste.com











