Israel Detalha Plano para Gaza: Operação Militar de Meses Busca Controle e Desmantelamento do Hamas

As Forças de Defesa de Israel (FDI) revelaram um plano militar abrangente para a Faixa de Gaza, delineando uma operação de grande escala nos próximos três meses. O objetivo central é assumir o controle de 70% a 75% do território, marcando uma nova fase no conflito.

A estratégia visa desmantelar a infraestrutura militar do Hamas, incluindo túneis, depósitos de armas e centros de comando. A operação se concentrará na busca e eliminação de combatentes do grupo, alterando significativamente o panorama da região.

O plano prevê a fragmentação de Gaza em cinco divisões, com quatro focadas no ataque e uma dedicada à proteção das áreas conquistadas. Essa abordagem tática reflete a determinação israelense em estabelecer controle sobre o território.

Segundo o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, as FDI assumirão o “controle total” da Faixa de Gaza. Ele acrescentou que as operações garantirão o desmantelamento da infraestrutura terrorista e que os civis serão realocados para áreas seguras no sul para minimizar danos.

A ofensiva poderá ser interrompida temporariamente caso haja um acordo para a libertação de reféns, indicando uma possível flexibilidade em meio à ação militar. O chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Herzi Halevi, ressaltou que as decisões operacionais estão sujeitas a orientações do comando político, principalmente em caso de avanços diplomáticos.

O modelo tático utilizado em Rafah será replicado em outras áreas, visando neutralizar a presença armada adversária e desmantelar redes subterrâneas. Paralelamente, Israel tem atuado para direcionar a população do norte de Gaza para as regiões central e sul, com a distribuição de ajuda humanitária centralizada nessas áreas.

Sob pressão dos Estados Unidos, caminhões com suprimentos começaram a entrar na Faixa, com carregamentos adicionais previstos, de acordo com as FDI. Israel também expressou interesse em acelerar, com apoio norte-americano, a transferência de parte da população palestina para fora de Gaza.

Fonte: http://revistaoeste.com

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