Um jantar oferecido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a líderes partidários na última quarta-feira, dia 23, na residência do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), chamou a atenção pelos vinhos e uísques de alto valor que compuseram o cardápio. O encontro, que tinha como objetivo discutir pautas importantes para o governo, acabou gerando repercussão devido aos gastos com as bebidas.
Entre as opções oferecidas, destacaram-se vinhos espanhóis avaliados em R$ 1,2 mil cada, além de um uísque japonês de R$ 550 e dois uísques escoceses com valor estimado em R$ 600 cada. A escolha das bebidas gerou comentários e questionamentos sobre a ostentação em eventos oficiais, em meio a discussões sobre a responsabilidade fiscal do governo.
Além do cardápio requintado, o jantar também foi palco de debates sobre a pauta da anistia. Segundo relatos obtidos pelo jornal *O Globo*, Lula manifestou sua oposição à proposta durante a conversa. O presidente também teria sinalizado a intenção de disputar a reeleição, caso sua saúde permita.
A repercussão do encontro se estendeu ao Congresso Nacional. Na manhã seguinte ao jantar, Hugo Motta decidiu não priorizar a votação da urgência do projeto de anistia. Questionado pela *Revista Oeste* sobre a influência do jantar com Lula nessa decisão, o presidente da Câmara optou pelo silêncio.
A decisão de Motta gerou reação imediata da oposição, que anunciou a retomada do processo de obstrução na Câmara. O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) declarou que a medida só será suspensa quando uma data para a análise da anistia for definida, demonstrando a insatisfação com o adiamento da votação. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) complementou, afirmando que o parlamento “votará pouquíssimo daqui para frente enquanto não houver calendário sobre a anistia”.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











