O Japão, destino reverenciado por sua rica cultura, paisagens deslumbrantes e a harmonia entre tradição e modernidade, prepara-se para implementar mudanças significativas nas regras de entrada para turistas. O país, conhecido pela meticulosidade em cada detalhe, desde a pontualidade dos trens até a cortesia de seus habitantes, busca um novo equilíbrio entre o turismo e a preservação de seu patrimônio.
Nos últimos anos, o Japão tem testemunhado um aumento surpreendente no número de visitantes, superando até mesmo as projeções mais otimistas. Essa onda de turistas, embora impulsionadora da economia local, trouxe consigo desafios inesperados, como a superlotação de pontos turísticos e o impacto na vida cotidiana dos moradores, especialmente em cidades como Tóquio, Kyoto e Osaka.
Diante desse cenário, o governo japonês planeja introduzir o “Jesta” (Sistema Eletrônico Japonês para Autorização de Viagem) já em 2025. Semelhante ao sistema ESTA dos Estados Unidos, o Jesta exigirá que viajantes de países isentos de visto obtenham uma autorização eletrônica antes de embarcar para o Japão. A medida visa gerenciar o fluxo turístico e proteger a qualidade de vida dos moradores.
Além do Jesta, outras medidas estão sendo consideradas, incluindo o aumento de impostos turísticos, restrições de acesso a locais icônicos e a promoção da descentralização do turismo. Em Kyoto, por exemplo, a tarifa para os hotéis de luxo pode aumentar significativamente, passando de 1.000 para 10.000 ienes por noite.
As mudanças visam mitigar os efeitos negativos do turismo excessivo, como o aumento do lixo, o barulho e a superlotação, além de proteger a essência cultural do país. Em áreas como Gion, em Kyoto, onde gueixas são frequentemente assediadas por turistas, as novas regras buscam garantir um ambiente mais respeitoso e sustentável para todos.
Fonte: http://revistaoeste.com











