Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na véspera do Dia do Trabalho, o desmantelamento de um esquema de cobranças irregulares que lesava aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A fraude, segundo o governo, operava desde 2019 e desviou cerca de R$ 6,3 bilhões dos beneficiários. A Operação Sem Desconto, conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF), resultou na exposição do esquema.
Lula enfatizou a importância de reparar os danos causados às vítimas da fraude. “Determinei à Advocacia-Geral da União que as associações que praticaram cobranças ilegais sejam processadas e obrigadas a ressarcir as pessoas que foram lesadas”, declarou o presidente, demonstrando o compromisso do governo em buscar justiça para os afetados.
A revelação do escândalo levou à imediata demissão de Alessandro Stefanutto da presidência do INSS. Para o seu lugar, foi nomeado Gilberto Waller Júnior, procurador federal, com a missão de restaurar a confiança na gestão dos benefícios previdenciários e garantir a lisura dos processos.
Além do caso do INSS, Lula abordou outros temas relevantes durante seu pronunciamento. Entre eles, destacou a necessidade de debater a implementação da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso, proposta em análise na Câmara dos Deputados. “Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.
Por fim, o presidente reafirmou o compromisso do governo em isentar do Imposto de Renda aqueles que ganham até R$ 5 mil mensais, uma proposta já enviada ao Congresso Nacional. Lula também enfatizou que a medida beneficiará quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, que pagará menos imposto. “Agora é assim: quem ganha menos não paga. E quem ganha muito paga o valor justo”, concluiu.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











