Duas pontes na Rússia, localizadas nas regiões de Bryansk e Kursk, próximas à fronteira com a Ucrânia, foram palco de explosões no último fim de semana. Os incidentes, ocorridos no sábado (31) e domingo (1º), resultaram em vítimas e feridos, elevando o alerta nas áreas fronteiriças. As autoridades russas já iniciaram investigações para apurar as causas e responsabilidades pelos ataques.
O governo de Vladimir Putin classificou as explosões como atos de terrorismo, acentuando as tensões geopolíticas na região. A porta-voz do Comitê Investigativo russo declarou que os incidentes foram formalmente classificados como terrorismo. Políticos russos foram mais longe, acusando a Ucrânia de agir como um “enclave terrorista”, intensificando a retórica entre os países.
Em Bryansk, uma ponte rodoviária desabou sobre trilhos ferroviários, provocando o descarrilamento de um trem e um saldo trágico de sete mortos e 69 feridos. O governador Alexander Bogomaz informou que 47 pessoas foram hospitalizadas, incluindo três crianças, uma delas em estado grave. O acidente ocorreu no sábado à noite, durante a aproximação do trem.
Já em Kursk, a queda da ponte ocorreu no domingo, no momento em que um trem de carga passava pela estrutura. Segundo Alexander Khinshtein, governador interino, parte do trem despencou sobre a via abaixo e a locomotiva pegou fogo, embora as chamas tenham sido rapidamente controladas. Um dos maquinistas ficou ferido na perna e foi hospitalizado, juntamente com a equipe.
O Comitê Investigativo da Rússia, principal órgão de investigação criminal do país, confirmou que as explosões foram a causa dos colapsos, sem, no entanto, detalhar as circunstâncias. “Os incidentes relatados foram classificados como atos de terrorismo”, afirmou a porta-voz Svetlana Petrenko, de acordo com a agência Interfax. As autoridades seguem investigando para determinar a autoria e motivação dos ataques.
Fonte: http://revistaoeste.com











