A França enfrenta um dia de paralisação e protestos generalizados nesta quinta-feira, com uma greve geral em oposição às políticas do presidente Emmanuel Macron. A polícia francesa efetuou a prisão de ao menos 58 pessoas durante as manifestações, que ganharam força em diversas cidades do país.
O movimento grevista, que abrange diversas categorias profissionais, impactou serviços essenciais em todo o território francês. Em resposta, o governo mobilizou 80 mil agentes de segurança para conter possíveis distúrbios e garantir a ordem pública. O ministro do Interior, Bruno Retailleau, afirmou que as operações policiais impediram bloqueios em pontos estratégicos, como estradas, escolas e terminais de ônibus.
As manifestações, com maior concentração prevista para a tarde em Paris e outras grandes cidades, representam uma forte demonstração de descontentamento. O ministro Retailleau adotou uma postura firme, declarando que o governo será “intratável e implacável” contra atos de vandalismo e depredação.
O setor de transportes foi particularmente afetado, com interrupções no metrô de Paris, onde apenas três das 16 linhas operavam normalmente. No entanto, o governo informou que 90% dos trens de alta velocidade (TGV) mantiveram suas operações. No setor da educação, sindicatos de professores estimam que cerca de 45% das escolas aderiram à greve.
A insatisfação popular reflete críticas às políticas econômicas e previdenciárias de Macron, incluindo o aumento da idade mínima para aposentadoria. Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical, intensificou as críticas, afirmando que Macron é “o responsável pelo caos”. A greve geral expõe as tensões sociais e políticas na França, desafiando a administração de Macron.
Fonte: http://revistaoeste.com











