ONU Aprovou Resolução Pró-Palestina e Plano de Paz é Criticado por EUA e Israel

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma declaração que propõe uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino, com coordenação da França e Arábia Saudita, e apoio do Brasil. A medida, que visa à criação de um Estado palestino, gerou controvérsia e críticas severas por parte dos Estados Unidos e de Israel, que a consideram prejudicial aos esforços de paz. A votação antecede uma reunião de líderes mundiais onde alguns países devem reconhecer formalmente o Estado Palestino.

A resolução também defende a reunificação de Gaza e da Cisjordânia sob o controle da Autoridade Palestina, liderada por Mahmoud Abbas, o que levanta preocupações devido ao histórico de pagamentos a terroristas que atacam Israel. Essa proposta foi recebida com especial apreensão, alimentando o debate sobre a viabilidade e as potenciais consequências de tal iniciativa.

Os Estados Unidos, em uma reação contundente, classificaram a votação como “mais uma iniciativa propagandística falaciosa e inoportuna”. A diplomata americana Morgan Ortagus afirmou categoricamente que a resolução “configura um presente para o Hamas”, prejudicando as perspectivas de paz e legitimando uma organização considerada terrorista. A crítica ressalta a preocupação de que a medida possa fortalecer o grupo Hamas em detrimento de uma solução pacífica e duradoura para o conflito.

Israel também repudiou a declaração, denunciando-a como unilateral e criticando a postura da ONU por supostamente não condenar o Hamas pelos ataques de 7 de outubro. O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, declarou que “o único beneficiário é o Hamas… Quando os terroristas manifestam aprovação, a ação em curso não se inscreve na promoção da paz; inscreve-se na promoção do terror”.

O Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou a posição de seu governo, afirmando que “não se concretizará um Estado palestino”. Em consonância com essa visão, os Estados Unidos teriam negado o visto de entrada a Mahmoud Abbas para participar da Assembleia Geral da ONU em Nova York, indicando uma crescente tensão nas relações diplomáticas em torno da questão palestina.

Fonte: http://pleno.news

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