A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (30), uma operação que tem como um dos alvos o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos). A ação, denominada nona fase da Operação Sisamnes, investiga um complexo esquema de corrupção que envolve a suposta venda de sentenças no Judiciário.
O foco central da investigação reside no vazamento e na comercialização de informações sigilosas provenientes de inquéritos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a PF, os suspeitos obtiveram acesso prévio a detalhes cruciais das investigações, comprometendo a eficácia das medidas judiciais subsequentes.
No âmbito da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na cidade de Palmas. Adicionalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs restrições a dois investigados, proibindo o contato entre eles e a saída do país, por determinação do ministro Cristiano Zanin, relator do processo.
Essa nova fase da Operação Sisamnes se baseia em elementos coletados em março, quando o advogado Thiago Marcos Barbosa, sobrinho do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi preso. As investigações apontam para a circulação de informações privilegiadas relacionadas a um inquérito sobre supostos desvios de verbas públicas na aquisição de cestas básicas pelo governo estadual.
Em nota, a Polícia Federal informou que busca identificar possíveis benefícios ilegais concedidos a um dos investigados, já detido no contexto da Operação Sisamnes. As ações desta semana dão continuidade às fases sete e oito da mesma operação, que já foram realizadas em Mato Grosso e Minas Gerais.
Ademais, a PF desmantelou, na quarta-feira, um grupo armado composto por militares e civis, suspeito de espionar autoridades e envolvido no assassinato do advogado Roberto Zampieri. A investigação revelou a influência do grupo sobre assessores do STJ, levando o caso ao STF e descobrindo indícios de pagamentos de propina a membros do Judiciário, segundo informações obtidas a partir do celular de Zampieri.
Na quinta-feira, outro desdobramento resultou no afastamento de um juiz do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no bloqueio de aproximadamente R$ 30 milhões em bens e valores, por determinação do STF. O inquérito apura um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar pagamentos milionários em troca de decisões judiciais favoráveis.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











