Christian Brueckner, o principal suspeito no caso do desaparecimento de Madeleine McCann em 2007, foi libertado nesta quarta-feira, 17, pela justiça alemã. A decisão foi tomada devido à insuficiência de provas que o ligassem diretamente ao sumiço da menina, conforme informaram os promotores. Brueckner sempre negou qualquer envolvimento no caso que atraiu atenção mundial.
O alemão cumpriu sete anos de prisão na penitenciária de Sehnde, no norte do país, por um crime sexual não relacionado ao caso Madeleine. Sua identificação como suspeito ocorreu em 2020, enquanto já estava detido pelo estupro de uma mulher de 72 anos no Algarve, Portugal, a mesma região onde Madeleine desapareceu.
Apesar da libertação, Brueckner permanecerá sob monitoramento pelas autoridades. “Qualquer violação dessas condições poderia levar a uma multa ou até três anos de prisão”, declarou o promotor Christian Wolters à AFP, indicando que ele deverá usar tornozeleira eletrônica por cinco anos, apresentar-se mensalmente e informar mudanças de endereço.
O histórico de Brueckner inclui uma série de crimes. Ele viveu no Algarve entre 1995 e 2007, período em que, segundo documentos judiciais, praticava roubos em hotéis e apartamentos. Além disso, possui condenações por abuso infantil e tráfico de drogas, o que o torna uma figura de interesse para as investigações.
As polícias do Reino Unido, Alemanha e Portugal continuam empenhadas em buscar evidências que possam conectá-lo ao desaparecimento de Madeleine McCann. A polícia britânica informou que Brueckner se recusou a prestar depoimento sobre o caso, mas as autoridades afirmaram que a investigação prossegue, buscando respostas para um dos maiores mistérios da história recente.
Fonte: http://revistaoeste.com











