O governo do Reino Unido endurece o tom contra o grupo Ação Palestina. A ministra do Interior, Yvette Cooper, anunciou a intenção de enquadrar o grupo sob a Lei Antiterrorismo, marcando uma escalada na resposta às atividades da organização. Um projeto de lei para oficializar a proibição será levado ao Parlamento na próxima segunda-feira, 30, podendo criminalizar a filiação e o apoio ao grupo.
Cooper enfatizou que a medida é direcionada especificamente à Ação Palestina. “Esta decisão é específica à Ação Palestina e não afeta grupos de protesto legais ou outras organizações que fazem campanha sobre questões relacionadas à Palestina ou ao Oriente Médio”, declarou a ministra, buscando dissipar receios sobre restrições mais amplas à liberdade de expressão. A decisão surge após um ataque à Base Aérea de Brize Norton, que o governo considera o mais recente de uma série de atos criminosos inaceitáveis.
A investigação sobre o ataque à base aérea está sob a responsabilidade da Divisão de Contraterrorismo da Polícia. A ministra Cooper sublinhou a importância de um processo investigativo livre de interferências, garantindo que as autoridades possam coletar evidências e levar os responsáveis à justiça. Desde sua fundação em 2020, a Ação Palestina tem sido acusada de orquestrar uma campanha de “ação criminal direta” contra empresas e instituições, incluindo infraestrutura nacional crítica e firmas de defesa.
De acordo com o governo, os alvos da Ação Palestina se estendem além da causa palestina. Empresas financeiras, instituições de caridade, universidades e prédios do governo também foram afetados. A avaliação oficial é de que as ações do grupo atingiram o limiar para serem consideradas atos terroristas, justificando a aplicação da Lei Antiterrorismo.
Cooper citou ataques específicos contra empresas como Thales, Instro Precision e Elbit Systems UK. No ataque à Thales, em Glasgow, os danos excederam £ 1 milhão e afetaram “peças essenciais para submarinos”. A ministra também mencionou a publicação de um “Manual Clandestino” pelo grupo em 2023, incentivando a criação de células e fornecendo instruções para ações, o que demonstra um nível de organização e planejamento preocupante para as autoridades britânicas.
Fonte: http://revistaoeste.com











