Trump Restabelece Restrições de Viagem a Cidadãos de 12 Países, Alegando Segurança Nacional

Donald Trump reacendeu a controvérsia em torno da imigração nos Estados Unidos ao assinar um decreto que impede a entrada de cidadãos de 12 países. A medida, que entra em vigor na segunda-feira, 9, representa uma reversão da política de Joe Biden e retoma uma das marcas do governo anterior.

A lista de países afetados inclui Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. A restrição impede que cidadãos dessas nações entrem nos EUA e obtenham vistos de residência, turismo ou estudo.

A decisão de Trump surge após um ataque no Colorado, onde um indivíduo de origem egípcia atentou contra participantes de uma vigília em apoio aos reféns em Gaza. O ex-presidente argumenta que o incidente recente “ressaltou os perigos extremos que a entrada de estrangeiros, sem a devida verificação, representa” para a segurança nacional.

“Restauraremos a proibição de viagens, que algumas pessoas chamam de proibição de viagens de Trump, e manteremos os terroristas islâmicos radicais fora do nosso país, o que foi confirmado pela Suprema Corte”, declarou o ex-presidente em vídeo divulgado.

Além da proibição total, cidadãos de outros oito países, incluindo Venezuela, Cuba e Turcomenistão, enfrentarão restrições mais rigorosas, inclusive para viagens temporárias. No caso da Venezuela, o governo americano alega ausência de uma autoridade central confiável para emissão de documentos e falta de cooperação diplomática. Já Cuba é classificada pelos EUA como “patrocinadora do terrorismo”, e ambos os países têm histórico de recusa em aceitar deportações de seus nacionais.

A medida faz parte de um pacote mais amplo de endurecimento das leis migratórias, que inclui propostas de deportações em massa, eliminação do direito à cidadania por nascimento e suspensão da entrada de refugiados. Durante seu mandato anterior, Trump já havia decretado a suspensão de entrada para cidadãos de sete países de maioria muçulmana. A decisão desencadeou protestos internacionais e, ao longo do tempo, foi modificada até que uma versão fosse mantida pela Suprema Corte em 2018.

Na época, a medida ficou conhecida como “proibição muçulmana” e afetou viajantes de Irã, Síria, Iêmen, Somália e Líbia, além de funcionários do governo da Coreia do Norte e da Venezuela. Joe Biden revogou a política assim que assumiu o cargo em 2021, classificando-a como discriminatória. Trump, no entanto, sempre defendeu que a medida era uma questão de segurança nacional e agora promete restabelecer as barreiras com ainda mais rigor.

Fonte: http://revistaoeste.com

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