Visto de Erika Hilton com gênero incorreto gera impasse diplomático entre Brasil e EUA

O governo brasileiro enfrenta um delicado desafio diplomático após a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) ter seu gênero registrado como masculino em seu visto americano. O caso expõe divergências nas políticas de reconhecimento de gênero entre os dois países e coloca o Brasil em uma posição complexa.

Diplomatas brasileiros relatam dificuldades em lidar com a situação, reconhecendo que não podem impor as leis brasileiras a outros países, conforme noticiado pela CNN. Essa limitação dificulta a busca por uma solução direta e imediata.

Erika Hilton, por sua vez, classificou o ocorrido como transfobia por parte do governo americano e cobrou um posicionamento firme do Itamaraty e do Congresso Nacional. A deputada já se reuniu com o chanceler Mauro Vieira para discutir o caso.

A Embaixada dos EUA, em resposta, declarou que o país reconhece apenas os gêneros masculino e feminino, definidos no nascimento, e que essa regra é aplicada sem exceções. Essa política contrasta com o reconhecimento da identidade de gênero no Brasil.

Diante da repercussão, o Itamaraty informou que pedirá explicações formais aos EUA. A abordagem será diplomática, buscando esclarecer o caso e evitar que erros semelhantes se repitam, sem gerar atritos entre os governos Lula e Biden. Segundo a deputada, a decisão foi comunicada após a reunião do dia 23.

O caso de Erika Hilton não é isolado. A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) também relatou ter tido seu gênero registrado como masculino em seu visto americano, apesar de se identificar como mulher trans e ter o gênero feminino em sua identidade brasileira. Salabert manifestou sua indignação nas redes sociais, afirmando que sua “identidade de gênero, reconhecida legalmente pelo Estado brasileiro, seria simplesmente ignorada.”

Fonte: http://www.revistaoeste.com

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