A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou sua saída do Brasil para realizar tratamento de saúde, decisão que precede um pedido de licença do cargo na Câmara dos Deputados. Paralelamente, o advogado Daniel Bialski informou o rompimento com a parlamentar, logo após o anúncio de sua viagem.
Bialski comunicou à imprensa que sua decisão de deixar a defesa de Zambelli foi motivada por “foro íntimo”, após ser informado pela deputada sobre sua mudança para o exterior para fins de tratamento médico. A coincidência dos eventos levanta questionamentos sobre os desdobramentos futuros.
Em declaração, Zambelli afirmou que se afastará do cargo e, consequentemente, deixará de receber salário. “Agora vou pedir para me afastar do cargo, tem essa possibilidade na Constituição e passo a não receber mais salário”, explicou Zambelli. A deputada também mencionou a possibilidade de residir na Europa, devido à sua cidadania europeia, negando que esteja abandonando o país.
A situação de Zambelli se complica com a condenação, em maio, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O relator, ministro Alexandre de Moraes, condenou a parlamentar a dez anos de prisão em regime fechado.
A acusação aponta para uma possível atuação conjunta de Zambelli com o hacker Walter Delgatti Neto, com o objetivo de inserir decisões judiciais falsas no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga a extensão do envolvimento da deputada no caso.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











