O Tribunal do Júri da Comarca de Marialva decidiu pela condenação de Haroldo Augusto da Cruz, sargento aposentado da Polícia Militar, a uma pena de 37 anos, oito meses e três dias de prisão. A sentença se deu em razão do feminicídio de sua ex-companheira, Viviane Aparecida Castro Furlan, e deverá ser cumprida em regime fechado.
O julgamento foi realizado no Fórum de Marialva, onde Haroldo foi considerado culpado pelos sete jurados que compunham o Conselho de Sentença. Além do feminicídio, o julgamento considerou qualificadoras como motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, agravantes que contribuíram para a severidade da pena.
Viviane, de 38 anos, foi assassinada na madrugada do dia 2 de janeiro de 2024. A investigação revelou que Haroldo se dirigiu à residência da ex-companheira e desferiu pelo menos 13 golpes de faca contra ela, um crime que se destacou como o primeiro feminicídio registrado no Paraná naquele ano.
O relacionamento entre Haroldo e Viviane se estendeu por aproximadamente 14 anos e já havia terminado antes do ato violento. A vítima possuía medidas protetivas de urgência contra o ex-companheiro, em função de ocorrências anteriores de violência doméstica, o que reforça a gravidade da situação.
O crime ocorreu na presença da filha do casal, que na época tinha 12 anos. A adolescente tentou intervir para proteger a mãe e, conforme relatado, também foi atacada pelo pai, conseguindo escapar da residência. Após o assassinato, Haroldo fugiu, e a Justiça decretou sua prisão preventiva no mesmo dia. O ex-policial foi encontrado cerca de uma semana depois em Formosa do Oeste, uma cidade situada a aproximadamente 220 quilômetros de Marialva.
Durante a abordagem policial, Haroldo tentou cometer suicídio utilizando uma faca, mas sobreviveu e permaneceu preso à disposição da Justiça até o julgamento que culminou em sua condenação. O caso gerou grande repercussão na sociedade, refletindo a preocupação com a violência contra a mulher e a necessidade de medidas eficazes para prevenir tais tragédias.











