O cônsul-geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, expressou sua preocupação com a recente aproximação entre o governo brasileiro e o Irã. Em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, Erdreich questionou a postura do Brasil em relação ao conflito Israel-Irã, classificando algumas declarações como injustas e desalinhadas com os valores democráticos brasileiros.
O diplomata israelense enfatizou a importância histórica da relação bilateral entre Brasil e Israel, construída sobre laços de amizade duradouros. No entanto, ele lamentou declarações recentes que considera desfavoráveis a Israel no contexto do conflito no Oriente Médio. “Vimos algumas declarações, palavras que achamos que não são justas em relação ao conflito entre Israel e Irã”, afirmou.
Erdreich atribuiu parte das declarações a um possível desconhecimento da situação no Oriente Médio. Ele destacou que o objetivo das ações militares de Israel é neutralizar o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos iranianos, projetos que representam uma ameaça à segurança de Israel e à estabilidade regional.
O cônsul ressaltou que a estratégia iraniana, desde a Revolução Islâmica de 1979, visa a destruição de Israel, a hegemonia xiita no Oriente Médio e a expansão do Islã xiita globalmente. Ele expressou preocupação com o crescente arsenal de mísseis do Irã, considerado desproporcional, e alertou sobre o risco de o Irã obter urânio e outros materiais para seus projetos.
Ao comentar as declarações do presidente Lula, Erdreich foi direto: “Às vezes, não entendo essa aproximação do governo do Brasil com o regime do Irã”. Ele acredita que tais manifestações são contraproducentes e contrárias aos interesses do Brasil como nação democrática, ocidental e liberal. O cônsul também criticou a cobertura da imprensa brasileira, que, segundo ele, carece de profundidade na análise dos fatos e do contexto histórico, resultando em uma visão por vezes injusta sobre Israel.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











