Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira, novas restrições à circulação da delegação iraniana durante a Assembleia Geral da ONU. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, confirmou a medida, que limita drasticamente a mobilidade dos representantes iranianos em Nova York. As restrições, determinadas sob a administração de Donald Trump, visam confinar a delegação às áreas estritamente necessárias para suas atividades oficiais na sede da ONU.
A decisão, assinada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, proíbe a delegação de frequentar outros locais na cidade de Nova York. Adicionalmente, a aquisição de bens de luxo acima de US$ 1.000 e o acesso a clubes de atacado estão vetados sem aprovação prévia. O governo americano justifica a medida como essencial para a segurança nacional.
De acordo com o Departamento de Estado, a medida visa impedir que “as elites clericais façam compras nos Estados Unidos enquanto o povo iraniano enfrenta pobreza e escassez de bens básicos”. Marco Rubio enfatizou que a prioridade é a proteção dos cidadãos americanos. “Não permitiremos que o regime iraniano use a Assembleia Geral como desculpa para circular livremente em Nova York e promover sua agenda terrorista”, declarou.
Rubio complementou que a ação reafirma o apoio dos Estados Unidos à população iraniana, governada atualmente por Masoud Pezeshkian. “Queremos que o regime seja responsabilizado”, enfatizou. A medida é similar a restrições previamente impostas ao então ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, durante o governo Trump, o que o levou a desistir de participar da Assembleia Geral.
Essa ação demonstra a postura firme dos Estados Unidos em relação ao Irã, limitando a presença da delegação em solo americano e visando restringir o que consideram atividades não condizentes com o propósito da Assembleia Geral da ONU. O governo americano alega que as medidas são necessárias para proteger a segurança nacional e garantir que o regime iraniano seja responsabilizado.
Fonte: http://revistaoeste.com











