O Paraná celebrou um marco histórico ao registrar o maior volume de investimentos liquidados desde 2001, atingindo R$ 2,3 bilhões no segundo quadrimestre. O anúncio foi feito durante audiência pública da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) na Assembleia Legislativa, onde foram apresentadas as contas do período, revelando um crescimento de 49% em relação ao mesmo período de 2024. Os investimentos totais empenhados somaram R$ 4,4 bilhões, distribuídos em áreas cruciais como transporte rodoviário, infraestrutura urbana, saúde e educação.
Um quarto desse montante foi direcionado a obras e melhorias no sistema rodoviário, totalizando R$ 1,06 bilhão. Os recursos foram aplicados em projetos de grande impacto, como a construção da Ponte de Guaratuba e a ampliação do Contorno Sul de Curitiba. Além disso, o interior do estado também recebeu atenção, com intervenções estruturais na PR-466 e a implantação da Perimetral Leste de Foz do Iguaçu.
A infraestrutura urbana também recebeu investimentos significativos, ultrapassando R$ 601 milhões, com destaque para o programa “Asfalto Novo, Vida Nova”. Essa iniciativa, que conta com o apoio da Assembleia Legislativa, visa levar melhorias como asfalto de qualidade, calçadas acessíveis, galerias pluviais e iluminação em LED a 377 cidades paranaenses. O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, enfatizou o compromisso com a transparência, declarando que estão “buscando demonstrar a realidade de nosso Estado, que continua forte, sólido e com as contas em dia”.
Apesar de uma leve desaceleração na arrecadação do ICMS, atribuída à taxa Selic elevada, o governo estadual manteve os investimentos como prioridade. Ortigara ressaltou a importância do planejamento e execução de projetos para beneficiar a população, projetando um período intenso de investimentos até o final do ano. Ele também destacou que a redução da carga tributária sobre o IPVA foi possível graças à saúde financeira do estado.
O relatório da Sefa apontou um crescimento de 1,6% na receita total do segundo quadrimestre, impulsionado pelas receitas patrimoniais e pelas transferências da União. As despesas alcançaram R$ 53,1 bilhões, com um aumento real moderado de 3,1%, refletindo a responsabilidade nos gastos públicos. Além disso, o estado superou os limites constitucionais de aplicação em Educação e Saúde, demonstrando o compromisso com áreas essenciais para o desenvolvimento da sociedade.
Em relação à conjuntura econômica, a previsão é de uma safra de 46,3 milhões de toneladas em 2025, superando o recorde de 2023. A economia paranaense também apresentou crescimento acima da média nacional, impulsionada pelo desempenho da agropecuária e da indústria. O diretor-geral da Sefa, Luiz Paulo Budal, destacou a manutenção do Paraná na Capag+, a classificação máxima conferida pelo Tesouro Nacional, ressaltando o papel da Assembleia Legislativa na aprovação de projetos de ajuste fiscal.
Durante a audiência, parlamentares levantaram questionamentos sobre o relatório. O deputado Arilson Chiorato (PT) apontou para a queda real na arrecadação, enquanto o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) a considerou um indicador de desaceleração econômica. O líder do governo, deputado Hussein Bakri (PSD), destacou o cumprimento dos índices constitucionais e o repasse de recursos aos municípios. O governo também anunciou a destinação de R$ 30 milhões para reequipar a Polícia Civil, demonstrando o compromisso com a segurança pública.











