Guarda Municipal é acusado de assediar adolescentes e disparar contra padrasto de uma vítima

Um Guarda Municipal de 34 anos, atuante em Curitiba, enfrenta acusações graves apresentadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) relacionadas a crimes sexuais, perseguição e ameaças contra adolescentes. A denúncia, formalizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais Contra Crianças e Adolescentes de Curitiba, abrange seis incidentes ocorridos entre julho e agosto de 2026, envolvendo cinco adolescentes com idades entre 13 e 17 anos. O servidor encontra-se sob prisão preventiva.

A investigação revelou que o guarda utilizava um patinete elétrico para se aproximar dos jovens em locais públicos. As abordagens ocorreram principalmente nas proximidades da Rua Mauá, do Estádio Couto Pereira e do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, abrangendo áreas do Alto da Glória, Ahú e Centro da cidade. Durante essas interações, o guarda questionava os adolescentes sobre suas idades e endereços, oferecendo dinheiro em troca de atos libidinosos.

Além das propostas indecorosas, o guarda é acusado de exibir uma faca e uma arma de fogo, aumentando a gravidade das ameaças. O MP-PR qualificou as ações do guarda como perseguição, importunação sexual, ameaça e tentativa de estupro de vulnerável. Um dos relatos que contribuíram para a denúncia veio de um adolescente de 17 anos, que informou que vinha sendo abordado pelo guarda há cerca de um mês, inclusive nas imediações de sua escola.

O boletim de ocorrência indica que o jovem relatou propostas de natureza sexual, além de menções ao porte de arma e faca por parte do guarda. Esses depoimentos estão sendo minuciosamente investigados pela Promotoria de Justiça.

O caso tomou um rumo ainda mais sério quando o padrasto do adolescente abordado, ao tomar conhecimento das ações do guarda, decidiu confrontá-lo. O incidente culminou em um disparo de arma de fogo contra o padrasto, acrescentando uma nova camada de gravidade às acusações contra o servidor municipal.

Com a denúncia formalizada, o MP-PR busca garantir a proteção dos adolescentes e responsabilizar o guarda por suas ações, que suscitam preocupações sobre a segurança e a integridade de jovens na comunidade. A situação está sob a análise das autoridades, que continuam a investigar os desdobramentos da ocorrência.

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