O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a violência na Faixa de Gaza, neste sábado (7), durante coletiva de imprensa em Paris. Ele expressou profunda preocupação com o que classificou como uma crescente desumanização global diante do sofrimento palestino, reiterando que os palestinos merecem o mesmo respeito e direitos que qualquer outro povo.
“Fico perplexo com o silêncio mundial”, declarou Lula, questionando a aparente falta de empatia em relação à situação. “Parece que não existe mais humanismo nas pessoas. ‘Ah, palestino pode morrer’. Palestino não é ser inferior. Palestino é gente como nós”, enfatizou, defendendo o direito dos palestinos à sua terra, demarcada em 1967 e, segundo ele, continuamente ameaçada.
As declarações de Lula ocorrem em meio a um conflito que já se estende por 50 meses e resultou na morte de mais de 54 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças, de acordo com autoridades locais. A situação humanitária é alarmante, com cerca de 2 milhões de pessoas enfrentando a fome devido ao bloqueio israelense, que também enfrenta críticas pela construção contínua de assentamentos na Cisjordânia.
Em paralelo à crise em Gaza, Lula abordou a guerra na Ucrânia, revelando ter sugerido ao presidente francês, Emmanuel Macron, que busque a mediação do secretário-geral da ONU, António Guterres. A proposta inclui o envolvimento de líderes de países emergentes para facilitar um diálogo entre os presidentes ucraniano e russo, buscando uma solução negociada para o conflito.
A viagem de Lula à França tem como objetivo fortalecer os laços comerciais entre os dois países. Durante a visita, foram anunciados planos de investimentos de empresários franceses no Brasil, totalizando R$ 100 bilhões até 2030, sinalizando um futuro promissor para a cooperação econômica bilateral.











