Moro rebate fake news sobre suposto apoio a Dino no STF

O senador Sergio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná, voltou a comentar a votação que aprovou Flávio Dino como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma agenda de campanha em Apucarana, neste sábado (19), Moro afirmou que não apoiou a indicação e disse ter votado contra o nome de Dino.

A declaração ocorre em meio à circulação de informações sobre o posicionamento do senador na votação realizada pelo Senado em dezembro de 2023. O assunto voltou a ganhar espaço durante a campanha eleitoral no Paraná, depois que o voto de Moro passou a ser questionado por adversários políticos.

Moro afirmou que também foi contrário às indicações de Cristiano Zanin e Jorge Messias para o Supremo. Segundo o senador, a decisão de não comentar publicamente seu voto na época ocorreu porque a votação para a indicação de Dino foi realizada de maneira secreta.

O que aconteceu na votação

Flávio Dino foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e teve seu nome aprovado pelo Senado em 13 de dezembro de 2023.

A votação terminou com 47 votos favoráveis, 31 contrários e duas abstenções. Como o procedimento foi secreto, o resultado oficial não permite identificar como cada senador votou individualmente.

Dessa forma, os registros do Senado confirmam a votação e a participação dos parlamentares, mas não revelam o posicionamento individual de Moro. A informação de que o senador votou contra Dino tem como base a declaração pública feita por ele.

Moro passou a falar sobre o assunto durante a atual campanha eleitoral depois que o episódio começou a ser utilizado por adversários em peças e manifestações políticas.

Senador diz que informação é falsa

Ao abordar o tema, Moro negou ter apoiado a indicação de Dino e criticou a forma como o assunto vem sendo utilizado na disputa eleitoral.

O senador afirmou que está sendo alvo de ataques políticos e classificou o episódio como parte de uma “campanha sórdida”. Ele também defendeu que os candidatos apresentem propostas e discutam os principais problemas enfrentados pelo Paraná.

A controvérsia ganhou dimensão eleitoral porque a indicação de Dino ao STF ocorreu durante o terceiro mandato do presidente Lula e foi acompanhada de forte debate político no Congresso Nacional.

Depois de deixar o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, Dino assumiu uma cadeira no Supremo em fevereiro de 2024. Desde então, decisões e posicionamentos do ministro passaram a integrar com frequência o debate político nacional.

Caso volta ao debate no Paraná

Com a disputa pelo Governo do Paraná em andamento, o episódio de 2023 passou a ser novamente explorado por diferentes grupos políticos.

Moro afirma que seu voto foi contrário à indicação e decidiu tornar pública essa posição agora, mesmo reconhecendo que o voto individual não pode ser comprovado por meio do registro oficial do Senado.

A situação coloca no centro do debate duas informações distintas: o resultado oficial da votação, que pode ser consultado nos registros do Senado, e a declaração de Moro sobre o sentido de seu próprio voto.

O candidato também aproveitou a agenda no interior do Estado para reforçar temas de sua campanha, especialmente propostas relacionadas à segurança pública.

O episódio envolvendo o voto em Flávio Dino deve continuar sendo utilizado no debate eleitoral paranaense, enquanto os candidatos apresentam suas posições sobre o STF, o governo federal e as principais questões do Estado.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *