A Football Association (FA) do Reino Unido anunciou a proibição de mulheres trans em times de futebol feminino, alinhando-se a uma recente decisão da Suprema Corte que não reconhece mulheres trans como mulheres para fins legais. A medida, divulgada na quinta-feira, 1º de maio, entrará em vigor a partir de 1º de junho de 2025 e já provoca debates acalorados sobre inclusão e justiça no esporte.
A decisão da FA impactará o cenário do futebol feminino na Inglaterra, com a associação se preparando para comunicar as mudanças às jogadoras afetadas. “Mulheres transgênero não poderão mais jogar futebol feminino na Inglaterra, e essa política será implementada a partir de 1º de junho de 2025”, declarou a FA em comunicado oficial.
A associação escocesa (Scottish FA) já havia implementado medida semelhante uma semana antes, seguindo a mesma decisão judicial. A comissão para a igualdade e os direitos humanos da Scottish FA emitiu a seguinte orientação: “De acordo com a Lei: Uma ‘mulher’ é uma mulher ou menina biológica (uma pessoa nascida mulher). Um ‘homem’ é um homem ou menino biológico (uma pessoa que nasce homem)”.
A decisão da Suprema Corte do Reino Unido, que serve de base para as proibições no futebol, impede que mulheres transgênero acessem espaços exclusivos para mulheres, como banheiros e prisões. A medida, que visa proteger a privacidade e segurança de mulheres cisgênero, foi celebrada por grupos feministas, enquanto ativistas LGBT expressaram forte oposição.
Em meio à controvérsia, a FA busca minimizar o impacto da nova regra, prometendo apoio às jogadoras trans. “Entendemos que isso será difícil para as pessoas que simplesmente querem jogar o jogo que amam no gênero com o qual se identificam”, reconheceu a FA, assegurando que está entrando em contato com as mulheres transgênero registradas para explicar as mudanças e oferecer alternativas para sua continuidade no esporte.
Fonte: http://revistaoeste.com











