Em uma medida drástica, o governo Trump suspendeu a entrada de estudantes estrangeiros na Universidade de Harvard, alegando preocupações com a segurança nacional. O decreto, assinado nesta quarta-feira, impacta diretamente a emissão de vistos F, M e J, utilizados para cursos acadêmicos, técnicos e programas de intercâmbio.
A Casa Branca justificou a decisão acusando Harvard de não fornecer informações completas sobre a conduta de estudantes estrangeiros, especificamente em relação a atividades ilegais, perigosas ou violentas. A administração Trump alega que a universidade falhou em cooperar plenamente com o Departamento de Segurança Interna, apresentando dados incompletos sobre três alunos, o que impediu uma avaliação governamental adequada.
A medida também levanta sérias questões sobre a relação de Harvard com a China. O governo Trump acusa a universidade de receber mais de US$ 150 milhões do país asiático na última década e de manter laços preocupantes com o Partido Comunista Chinês. Segundo investigações, Harvard teria “hospedado e treinado membros de uma organização paramilitar” chinesa e colaborado em pesquisas com potencial para modernizar as forças armadas da China.
Além das acusações de influência estrangeira, o governo Trump critica Harvard por supostas políticas discriminatórias. A administração alega que a universidade continua a negar oportunidades a trabalhadores americanos, favorecendo candidatos internacionais e certos grupos raciais, mesmo após decisões da Suprema Corte que proibiram critérios raciais em admissões.
A decisão gerou forte reação de Harvard, que entrou com uma ação judicial contra o governo federal, defendendo sua autonomia acadêmica e a liberdade de expressão garantida pela Constituição. O professor de Direito Constitucional de Harvard, Noah Feldman, argumenta que as exigências do governo representam “uma violação explícita da Primeira Emenda”. A medida tem validade inicial de seis meses, mas pode ser prorrogada.
Fonte: http://revistaoeste.com











