A Igreja Católica entra em um dos momentos mais cruciais das últimas décadas com o início do conclave nesta quarta-feira, 7 de fevereiro. Os 133 cardeais com direito a voto, todos com menos de 80 anos, já estão isolados no Vaticano, preparando-se para eleger o sucessor do Papa Francisco, falecido no mês passado. O isolamento é total, com os religiosos permanecendo incomunicáveis até a escolha do novo pontífice.
A Capela Sistina, palco histórico de decisões da Igreja, será o local das votações. Após o anúncio solene do *extra omnes* (“todos fora”), as portas serão trancadas, simbolizando o início do processo eleitoral. Para garantir o sigilo absoluto, a Santa Sé determinou o corte do sinal de telefonia celular a partir das 10h (horário de Brasília).
Antes da primeira votação, os cardeais participarão de cerimônias religiosas e farão o juramento de fidelidade às normas da sucessão apostólica. A atmosfera é de expectativa e incerteza, já que não há um favorito claro para o cargo. “A escolha poderá definir os rumos da Igreja para as próximas décadas”, afirmam analistas.
As divisões internas refletem diferentes visões sobre o futuro da Igreja. Alguns cardeais defendem a continuidade do legado reformista e acolhedor de Francisco, enquanto outros anseiam por um retorno a uma postura mais tradicional. A composição do colégio eleitoral é a mais geograficamente diversa da história, resultado das nomeações de Francisco em países antes não representados.
A influência global na eleição é evidente. O continente asiático, por exemplo, conta com 23 cardeais, e há indícios de que muitos planejam votar em bloco, conforme declarou o cardeal japonês Tarcisio Isao Kikuchi. O mundo aguarda o resultado deste conclave que moldará o futuro da Igreja Católica.
Fonte: http://revistaoeste.com











