O governo de Nicolás Maduro mantém-se inerte diante das reiteradas cobranças do Brasil para quitar uma dívida que já alcança US$ 1,74 bilhão, aproximadamente R$ 10 bilhões. Os valores referem-se a financiamentos concedidos pelo BNDES para obras e serviços de empresas brasileiras na Venezuela, durante gestões petistas.
Diante da inadimplência venezuelana, a União teve que arcar com os prejuízos, conforme previsto no Fundo de Garantia à Exportação. Os empréstimos, como o destinado à construção do metrô de Caracas, foram feitos sob a condição de que o país contratante honrasse os pagamentos.
Em fevereiro de 2023, durante a posse de Aloizio Mercadante na presidência do BNDES, o presidente Lula atribuiu a falta de progresso na cobrança da dívida à gestão anterior de Jair Bolsonaro. “Os países que não pagaram, seja Cuba, seja Venezuela, é porque o presidente resolveu cortar relação internacional com esses países para não cobrar”, declarou Lula na época.
Contrariando as expectativas de Lula, que expressou “certeza” de que os países saldariam suas dívidas por serem “amigos do Brasil”, a Venezuela permanece sem se manifestar sobre o assunto. Segundo informações da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, “a negociação se encontra suspensa em razão da ausência de respostas do governo venezuelano”.
A secretária Tatiana Rosito, em resposta a um requerimento do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), detalhou que a cobrança envolve valores indenizados aos bancos financiadores, além de juros por atraso. O governo brasileiro afirma que tem buscado o diálogo diplomático e comunicações diretas com o Ministério da Economia venezuelano, sem sucesso. A equipe econômica também informou que tem reportado os atrasos a instituições multilaterais, como o Clube de Paris.
Fonte: http://revistaoeste.com











