Furtos de fiação afetam Igreja do Cajuru em Curitiba pela terceira vez

A Paróquia São Martinho de Lima, situada na Vila Camargo, no bairro Cajuru, enfrenta um novo episódio de furto de fiação elétrica. Nesta madrugada de quarta-feira, 30 de setembro, a igreja teve os cabos do relógio de energia furtados, marcando a terceira vez que o local é alvo de criminosos.

O padre Messias Galieta relatou que a subtração dos fios resultou na interrupção da energia elétrica da paróquia, prejudicando não apenas a secretaria, mas também os serviços de internet. Os ladrões, conforme explicado pelo padre, acessam um poste para retirar o cabeamento que liga a igreja à rede elétrica. Em uma das ocorrências anteriores, o prejuízo com a reposição da fiação foi superior a R$ 3,8 mil.

"É um prejuízo muito grande, porque da última vez foi mais de R$ 3.800 só de fiação que eles levam. Já é a terceira vez que a gente sofre o ataque de ladrões. Eles vêm e levam a fiação do relógio toda embora. De madrugada cai o relógio e, quando você vai ver, eles levaram tudo lá fora", expressou o padre, evidenciando a gravidade da situação.

A repetição dos furtos gera preocupação, principalmente considerando que a paróquia possui recursos limitados. O padre Messias destacou que a paróquia é de periferia e enfrenta dificuldades financeiras para arcar com os custos decorrentes dos crimes. "A gente arca com a consequência de ter que pagar o prejuízo", afirmou.

Além da matriz, uma capela vinculada à paróquia, localizada em uma região mais distante, também já foi alvo de furtos. O bairro onde a igreja está situada tem sido objeto de operações específicas voltadas para combater o furto e a receptação de cabos. Em setembro, a Prefeitura de Curitiba realizou a 18ª fase da Ação Integrada Cabo Seguro na região do Cajuru, que incluiu o Parolin e a Vila Torres.

Durante a operação, cinco pessoas foram detidas, quatro delas por receptação de fiação elétrica e mobiliário urbano, enquanto uma foi presa por furto qualificado de energia elétrica. A fiscalização abrangeu oito estabelecimentos que comercializam sucatas e materiais recicláveis, buscando coibir essas práticas criminosas.

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