Curitiba enfrentou uma situação crítica após o registro de forte chuva nas últimas 12 horas. O boletim da Defesa Civil apontou um total de 73 milímetros de precipitação entre a noite de segunda-feira, 21 de setembro, e a madrugada de terça-feira, 22 de setembro. Esse volume é equivalente a aproximadamente 60% do esperado para todo o mês de setembro, concentrando-se em um curto espaço de tempo, o que aumentou significativamente os riscos de alagamentos e outros problemas urbanos.
As consequências da tempestade foram amplamente sentidas em diversas áreas da cidade, onde os moradores enfrentaram alagamentos, interrupção do fornecimento de energia elétrica e danos a imóveis devido à queda de árvores. O bairro Bacacheri, especialmente nas proximidades da Rua Holanda, e o Campo Comprido foram alguns dos locais mais afetados. Na Rua Padre José Kentenich, uma árvore caiu sobre a fiação elétrica, causando a suspensão da energia em parte da região.
Em resposta à situação, o prefeito Eduardo Pimentel determinou que as equipes da Defesa Civil e da Prefeitura priorizassem o atendimento às famílias necessitadas, ao mesmo tempo em que trabalhavam para restabelecer a normalidade na cidade. Desde a noite anterior, as equipes da Defesa Civil estavam nas ruas, prestando assistência a moradores afetados e distribuindo lonas para aqueles que precisavam proteger suas residências temporariamente.
A Superintendência de Trânsito (Setran) também atuou desde o início da noite de segunda-feira e continuou durante a manhã de terça-feira, atendendo locais onde os semáforos deixaram de funcionar devido aos efeitos da tempestade. Equipes responsáveis pela manutenção e poda urbana enfrentaram dificuldades para realizar seus serviços, dado o estado crítico das condições de segurança, o que exigiu um esforço conjunto para garantir a segurança dos cidadãos e restabelecer as operações normais.
A cidade, que já lida com os desafios típicos de um clima severo, agora enfrenta um período de recuperação, enquanto as autoridades locais se mobilizam para atender as necessidades emergenciais e restaurar os serviços essenciais. A situação continua a ser monitorada pela Defesa Civil, que permanece alerta para novas ocorrências relacionadas às condições climáticas adversas.










